domingo, 3 de janeiro de 2010

História da São Silvestre



Foto do site http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/09/12/historia-da-sao-silvestre

A Corrida Internacional de São Silvestre é a mais famosa corrida de rua no Brasil, realizada anualmente na cidade de São Paulo, no dia 31 de dezembro, dia de São Silvestre (data de morte do papa da Igreja Católica, canonizado também neste dia, anos depois, no quarto século da Era Cristã) e de onde vem o seu nome.
A corrida tem um percurso atual de 15 km, menos da metade de uma maratona, mas com quase todas dificuldades de uma devido a fatores como o intenso calor do verão brasileiro e os obstáculos geográficos a serem superados pelos participantes. Desidratação e insolação, entre outros, não são fatos raros tanto entre os profissionais como entre amadores, a grande maioria dos participantes.
História
O jornalista Cásper Líbero, um milionário que fez fortuna no início do século XX no setor de imprensa, é o idealizador e fundador do evento. Sua idéia original era utilizar a corrida como meio de promoção de seu jornal. Em 1928, ano da quarta edição do evento, Líbero fundou um dos primeiros periódicos dedicados exclusivamente ao esporte no país, a Gazeta Esportiva, que a partir de então passou a ser a organizadora e patrocinadora oficial do evento, condição que detém até os dias atuais. A corrida tornar-se-ia o principal meio de publicidade daquela publicação esportiva.

A primeira edição da corrida foi realizada em 31 de dezembro de 1925. Dado importante é o fato de que, ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre nunca deixou de realizar-se, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial.

Originalmente restrita a homens, o regulamento original da competição também previa a participação exclusiva de cidadãos da cidade de São Paulo. Nos anos seguintes, corredores de outras partes do país foram aceitos ao evento, mas somente em 1941 a corrida seria vencida por um corredor de fora do estado de São Paulo: José Tibúrcio dos Santos, de Minas Gerais. Nesta época, a participação de estrangeiros era proibida. É preciso salientar que a regra bania a vinda de atletas estrangeiros para participar, mas não impedia que estrangeiros residentes na cidade de São Paulo (imigrantes) participassem. Nesse contexto, um italiano, Heitor Blasi, foi o único estrangeiro a vencer a prova antes de 1947.

Em 1945 foi liberada a participação de estrangeiros, mas apenas para corredores convidados provenientes de outros países da América do Sul. O sucesso das duas primeiras edições internacionais, no entanto, levou os organizadores a liberarem a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947. Este ano marcou o início de período de 34 anos durante o qual nenhum brasileiro venceria a prova, o que se encerrou somente quando José João da Silva, de Pernambuco, venceu a edição de 1980 (feito que repetiria em 1985).

A corrida permaneceria restrita a homens até 1975, quando as Nações Unidas declararam aquele ano como o Ano Internacional da Mulher. Os organizadores da São Silvestre aproveitaram o momento para realizar a primeira corrida feminina no mesmo ano. O evento feminino começou já com livre participação internacional, e a primeira vitória brasileira ocorreria somente na 20ª edição da prova, quando Carmem Oliveira venceu, em 1995.

Em 1993, realizou-se a primeira maratona infantil, para crianças de ambos os sexos, denominada “São Silvestrinha”.

Até 1988, a corrida era realizada à noite, geralmente iniciando-se às 23:30, de forma que os primeiros classificados cruzavam a linha de chegada por volta da meia-noite, mas o ano de 1989 foi marcado por sensíveis modificações no formato do evento. O objetivo era cumprir as determinações da Federação de Atletismo. O horário de início da corrida foi alterado, passando às 15 horas para mulheres e às 17 horas para homens; e a distância a ser percorrida, que variava quase que anualmente (geralmente entre 6,5 e 8,8 km) foi definitivamente fixada em 15 km, o mínimo exigido pela Federação de Atletismo. Naquele mesmo ano de 1989, a São Silvestre foi oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da Federação.


O primeiro vencedor foi Alfredo Gomes (foto), do Clube Esperia, que ganharia também em 1934. Até a sua 20ª edição, a prova era disputada unicamente por brasileiros, o que viria a mudar radicalmente como vemos nos dias de hoje. No ano de 1975 foi incluída a prova feminina em comemoração ao Ano Internacional da Mulher. Hoje mundialmente conhecida e disputada por milhares de corredores, a São Silvestre é uma verdadeira instituição da cidade de São Paulo, com seu percurso de 15K.

Durante todos esses anos a São Silvestre sofreu várias alterações no percurso e distância. Em 1991 foi estabelecida a distância atual de 15 km com o objetivo de atender as especificações da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) e poder integrar o calendário de provas de rua. Em 1989 a corrida de São Silvestre passou a ser disputada no horário da tarde, o que a fez perder grande parte do charme de uma corrida noturna na passagem do ano.

Na edição de 2010, o horário de largada foi novamente modificado. A elite feminina largou às 16:30 e a masculina, às 16:47. O pelotão geral largou no mesmo horário da elite masculina.


Fonte
http://jlspinelli.br.tripod.com/histor.htm, dia 03/01/2010
http://pt.wikipedia.org/wiki/Corrida_Internacional_de_S%C3%A3o_Silvestre, dia 03/01/2010

Pós corrida São Silvestre dia 31/12/09 äs 23h30

Estava me preparando para correr...85 corrida Sáo Silvestre 2009 - SP


Todos os atletas da Indústria foram recepcionados no Espaço Industria São Silvestre -A estrutura foi montada no edifício Fiesp, na Av Paulista, 1313, em frente ao metrô Trianon-Masp.


Mais informaçòes fotos e resultados:
http://www.saosilvestre.com.br/2009/

Site com as informações:http://www.sesisp.org.br/home/2006/esportelazer/saosilvestre.as

São Silvestre 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sugestão de filme





Quase Deuses (Something the Lord Made, 2004) Maravilhoso! Um filme que você vai locar porque tenho certeza que você não se arrependerá.

SEMANA IV MEYERHOLD: A MATERIALIDADE DO TEATRO

Comentários no Fórum
Re: DISCUTINDO MEYERHOLD
por Jucélia Ferreira Rocha - sexta, 20 novembro 2009, 11:33

Havia entre Meyerhold e Stanislaviski um conflito de gerações: a do “teatro do ator” e a “ teatro do diretor “.Stanislaviski expressa sua inquietação aos experimentos de Meyerhold reafirmando o abismo que existe entre o desejo do diretor e sua realização.
Aproveitar e falar um pouco sobre Meyerold:

Meyerhold ïngressou no Teatro de Arte de Moscou em 1898. Foi um dos primeiros discípulos de Stanislavski, mas desde cedo se tornou, em termos artísticos, inimigo direto do velho mestre. Para ele o Naturalismo estava ultrapassado, o ator realista preocupado em viver seus papéis descuidando-se da parte externa da representação e o sistema psicológico de encenação não funcionavam quando se tratava de montar um drama histórico ou um texto poético; além disso, a cenografia que imitava a realidade castrava a potencialidade expressiva de cenógrafos e encenadores. A influência simbolista e esteticista em Meyerhold é flagrante, mas ele supera essas tendências quando assume uma posição política participante na Revolução Soviética, passando a realizar um teatro de agitação e propaganda, pesquisando novas formas de espetáculo popular, influenciado diretamente pelo circo.

Segundo Meyerhold o que dificultava “processo de inovação” eram os elementos inconciliáveis que utilizava:dramaturgia simbolista, pintores estilizantes e jovens atores formados pelo realismo psicológico do teatro de arte e, então entende que era necessário formar um novo tipo de ator e só então impor-lhe as novas tarefas.

Meyerhold com o desejo de trazer uma nova encenação, rompe com as formas dramáticas de representação e traz para a cena um novo ator. Com todas estas inovações Meyerhold proporciona a criação também de um novo olhar, pois com a criação de uma nova encenação, de um novo ator pressupõe-se a necessidade da “criação” de um novo espectador.

Meyerhold queria um teatro mais “teatral”, menos realista e mais simbólico e estilizado.

Segundo Meyerhold o ator deveria ter consciência que está representando, desassociando-se do personagem, e que, dessa forma, desenvolve um estudo mais aprofundado do movimento do ator, o que vem a chamar de biomecânica

Segundo Meyerhold, a atuação do ator não é outra coisa que o “controle das manifestações de sua excitação”

Comentários no Fórum

Re: DISCUTINDO MEYERHOLD
por Lúcio José de Azevêdo Lucena - quarta, 18 novembro 2009, 08:35
"(...)
Primeiro o relançamento - com direito a uma versão atualizadíssima - do livro Meyerhold - "Écrits sur le théâtre" (volume II) e depois, o livro de Odette Aslan, "Paris capitale mondiale du théâtre - Théâtre des Nations", lançado no dia mundial do teatro, no Théâtre de la Ville, com direito à presença de Emmanuel Demarcy-Mota, diretor do teatro, à apresentação do livro feita por Béatrice Picon-Vallin, e com debate animado por Colette Godard, autora e crítica teatral da maior importância que contou com a participação de Lucien Attoun, diretor do Théâtre Ouvert e André-Louis Périnetti, presidente de honra do Institut international du Théâtre. Chique, très chic...
Para quem não sabe Béatrice Picon-Vallin é diretora de pesquisas no CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), durante anos foi professora de história do teatro no Conservatório Nacional Superior de Arte Dramática de Paris, e é diretora das coleções Arts du spectacle (CNRS), Théâtre XX siècle (L'Age d'Homme, Lausanne) e Mettre en scène (Actes Sud-Papiers, Arles).
Béatrice esteve em novembro passado no Brasil, ocasião do lançamento de seu livro "A Cena em Ensaios", no qual debate o teatro russo da segunda metade do século 20, em edição mais do que especial da Editora Perspectiva. Na época Boris Schnaiderman em artigo no Estado de S.Paulo a reconhecia como "um dos grandes nomes do estudo e discussão das realizações do teatro russo no século 20, embora sua atuação não se restrinja a elas". E dizia mais: "temos neste livro um conjunto de ensaios muito rico de uma grande pensadora do teatro moderno.".
Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3721359-EI11348,00-Borbulhantes+do+eixo+ParisSampaRio.html

Fórum Re: DISCUTINDO MEYERHOLD
por Lúcio José de Azevêdo Lucena - terça, 17 novembro 2009, 09:22

Em comparação com o Mestre e de diferenças possíveis; Meyerhold buscou encontrar pela biomecânica (estudos da neurociência e ciências cognitivas) um corpo de intérprete pensante e que articula ações físicas de movimentos, “fora de um eixo vertical subjetivo” - centrado não mais: no "eu-stanislavskiniano" (mundo interior); mas um corpo em trabalho com a mente, de percepção à ação/ “de conhecer a linguagem corporal” que Marcelo publica; “um corpo na vertical terrestre”, apontado por Fco José e, em “linha reta”, evidenciado aqui, por Rejânia. Divergindo dum “teatro naturalista” que Jorge, nos reinforma. Assim, Meyerhold, reorganizou um corpo de ator para ser “compositor de si mesmo” (que, Silvia nos re-sinaliza) de desestabilizar a platéia pela plasticidade de movimentos em ritmo,melodia e harmonia (música).
Portanto, a partir do segundo Mestre, o ator passa a sistematizar um estudo de corpo em âmbitos (“treinamento” indicado por Vanderli), pelo conhecer (-mente-), em espaço de trabalho (ofício-intenção-ideias em elementos constitutivos do corpo em ação) e de criação (emoções-ideias-articulação com a vida psicológica da peça), de percepção e de racionalidade cognitiva corporal cênica. É, como percebo.
No entanto, foi como escrevi em fórum quando tratei do “ator cego” em cena.
Vejam:
“ (...) No entanto à respeito de cognição do ponto de vista, do Mestre, seria usado somente, no decorrer da elaboração, ensaios, testes em situação dramática de personagens etc. Em cena diante da platéia ele não queria um ator com cognição racional, pois tal cognição "mataria toda a verdade do personagem... seria uma briga dual entre ator e persona " diante da público.

Hoje, século 21 exige-se de um ator cada vez mais consciente de suas ações em cena para não se deixar levar pela inconsciência (emoção/ estar "cego em cena") de seus atos corporais e vocais estando no personagem; como instrumentalizador e a serviço de sua arte (o chamado não se deixar abater pela emoção do personagem(ter técnica), porque na busca da verdade, em cena podemos cair na inverdade).

Seria bom, pesquisar sobre: 50% técnica ou 50% emoção, ou nada disso, em Método Stanislavski!? (...)” Re: TCHECOV POR STANISLAVSKY e o Corpo... por Lúcio José de Azevêdo Lucena - quinta, 12 novembro 2009, 09:32 (http://arteduca.unb.br/ava/mod/forum/discuss.php?d=5493)
Por fim, podemos dizer que o corpo de ator em Meyerhold, é tridimensional. Emanador e catalizador de sentidos físicos e orgânicos, como, um: SOL.
Já, em Stanislavski o ator é um eixo convergente, como, uma: CONCHA – pérola rara - centrado em si pela ação de viver e querer ser o personagem. Mas, em ambos, não há ofuscação de sentidos, por tratarem da vida na arte, em limites da teatralidade, de reter corpo e mente em ação referencial dos fenômenos da percepção / propriocepção / interocepção / exterocepção.
Curso Teatro /UnB/UNIR/MEC
Aluna Jucélia Ferreira Rocha

Festa de Confraternização 15 de dezembro de 2009. Eu e minhas amigas.